quinta-feira, 5 de agosto de 2021   | : :
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Nhandearense faz carreira no futebol e volta para investir no município

Glauber Berti conta história nos gramados e fala sobre seu loteamento



Nhandearense faz carreira no futebol e volta para investir no município

Nossa coluna gente que acontece desta edição conta a história de Glauber Leandro Honorato Berti, 31 anos, filho de Jesus Berti e Hede Nanci Honorato Berti. Nasceu em São José do Rio Preto, foi criado em Nhandeara, rodou o mundo jogando futebol e voltou para sua cidade para cuidar dos negócios e lançar um loteamento, além de incentivar garotos que tem o sonho de se tornar jogador profissional.

O interesse pelo futebol surgiu cedo, quando ainda frequentava a escolinha do município. A primeira oportunidade chegou aos 13 anos, e lá foi ele para jogar no Atlético-MG, na época outro nhandearense, o Doriva, jogava na equipe. Ficou por três anos, até ser transferido para o Mirassol aos 17 anos. “Na época o Carlos Roberto se tornou meu empresário. Joguei por um ano e o Palmeiras me comprou”, conta Glauber.

Glauber chegou ao Palmeiras em 2000 e ficou por 5 anos, sendo dois pelo juniores e três no profissional. Na época a base da equipe alviverde era muito forte, tinha Vagner Love, Edmilson, Alceu, Diego Souza, Diego Cavalieri, entre outros. Com essa equipe Glauber foi campeão paulista, taça BH e chegou à final da Copa São Paulo.

Paralelo ao desempenho na equipe, veio a primeira oportunidade na Seleção Brasileira Sub-20. “Disputei 17 partidas pela seleção e isso me levou ao profissional do Palmeiras”, afirma. Glauber disputou a segunda divisão em 2003 na equipe titular, conseguindo assim o acesso com o título da Série B. Nos anos seguintes, 2004 e 2005, continuou na equipe e disputou a Copa Libertadores. Veio nova oportunidade, desta vez na Seleção Brasileira principal, inclusive jogou na despedida do atacante Romário pelo Brasil.

Em janeiro de 2006 foi para o Nuremberg, da Alemanha. Em dois anos e meio jogando pelo clube, participou da conquista do título da Copa da Alemanha. Em junho de 2008 se transferiu para o Manchester City, da Inglaterra. Disputou uma temporada, Copa da UEFA e teve como companheiros de equipe os brasileiros Robinho, Elano e Jô.

No ano seguinte voltou ao Brasil para uma rápida passagem pelo São Caetano. Voltou a Europa onde jogou por três anos pelo Rapid Bucuresti, da Romênia. De lá foi para os Estados Unidos e ficou por uma temporada no Columbus Crew. “Depois disso eu tomei a decisão de parar o futebol e voltar para cuidar das minhas coisas. Estava com loteamento prestes a sair e precisava que alguém tomasse a frente, pois meu pai, que sempre tomou conta das coisas estava sobrecarregado”, lembra o ex-jogador.

Prosseguiu com a construção do loteamento em uma área que havia adquirido há vários anos. Lançou o Residencial Ohana, com 60 lotes de 280 a 400 m² e área verde. “A infraestrutura está toda pronta, agora estou fazendo a pista de caminhada, depois farei uma guarita para vigilância do loteamento”, destaca. Os planos não param por aí. “Tenho um primo que voltou da Itália, lá ele foi chefe de cozinha por 22 anos, então estamos com projeto de construção de um restaurante italiano no residencial”, completa.

Até o momento foram vendidos 24 lotes e o residencial já está liberado para construção. “O que eu posso dizer é que vale muito a pena investir no município, não só pela satisfação de trazer algo bom para a cidade, mas pelo lucro também, estou bem feliz”, disse.

Já o nome do residencial, representa bem suas características. “Ohana quer dizer família. E família quer dizer nunca abandonar ou esquecer”, explica Glauber.

Junto com sua família, esposa Valéria Ferrreira Morelato Berti e o primeiro filho do casal, Enzzo Morelato Berti, que está com 2 meses, pensa em ficar de vez em Nhandeara. “É onde eu quero passar o resto da minha vida, lugar que gosto de viver, tenho meus amigos e minha família, é aqui que quero ficar”, diz.

Glauber ainda participa do projeto da escolinha de futebol de Nhandeara com visitas para incentivar os garotos que tem o sonho de se tornar jogador profissional. “Minha meta sempre foi além de cuidar das coisas, ajudar o próximo. Procuro sempre abrir oportunidade para os garotos daqui e também de Floreal e General Salgado, pois um dia fazem por nós e no outro a gente faz pelas pessoas”, finaliza.

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