segunda-feira, 20 de agosto de 2018   | : :
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Astrônomo de Nhandeara mostra parte do segundo meteorito encontrado em Porangaba-SP


Astrônomo de Nhandeara mostra parte do segundo meteorito encontrado em Porangaba-SP

O Astrônomo Amador de Nhandeara, Renato Poltronieri, está com uma parte do segundo meteorito encontrado em Porangaba-SP, cidade de 8 mil habitantes localizada a 200 km de São Paulo. Parte dela foi destinado ao Museu Nacional do Rio de Janeiro para estudos.

Após participar da expedição e encontrar o primeiro meteorito, Poltronieri voltou a Porangaba acompanhado pelos amigos Carlos Bela de Goiânia e Marcelo Domingues de Brasília, todos participantes da Bramon (Brazilian Meteor Observation Network), grupo científico sem fins lucrativos composto por astrônomos amadores e profissionais.

“Fizemos novas buscas e divulgação sobre a importância dos meteoritos que caíram lá. Também fizemos uma estimativa de que um corpo de 100 kg passou por ali, acreditamos que 50 kg esteja no chão em peças grandes e o restante em partículas menores”, afirma.

Na madrugada do dia 07 de fevereiro, o astrônomo de Nhandeara recebeu a ligação de José Maria, de Porangaba, dizendo ter encontrado outro meteorito. “Segui viagem com minha esposa Cristiane e no meio do caminho contatamos um amigo da UFSCAR, Gabriel Gonçalves. Chegamos no local, encontramos o senhor José Maria e fomos negociar.

Expliquei pra ele a questão do material encontrado, a importância para o país e as escolas, mas tivemos de gratificá-lo, dei uma câmera fotográfica minha e mais R$ 500,00 em dinheiro. Ele logo passou ao sobrinho, pois tem a intenção de ajudá-los, não quer nada pra ele”, diz.

Poltronieri diz algumas características da rocha. “Trata-se de um Condríto Ordinário, de 4,56 bilhões de anos com 425 gramas, mais pesada e maior que a primeira, praticamente intacta, linda e com cheiro de ozônio”, destaca.

José Maria proporcionou uma peça de 131 gramas a Poltronieri. “Ela foi cortada em 5 partes. Uma foi para Dra. Beth Zucolotto, cientista do Museu Nacional, um pedaço para o Gabriel Gonçalves da UFSCAR para ser analisada, pois em breve eles montarão um museu lá e eu fui o primeiro doador de material, as outras três partes ficou uma pra mim, uma para o Carlos e uma para o Marcelo. Estou com uma parte de 30,4 gramas”, explica.

Recentemente Poltronieri recebeu uma boa notícia. “O José Maria me ligou e disse que eu posso buscar metade do meteorito que ele vai doar a mim. Já o restante ele quer que eu encontre alguém para comprar”, finaliza.

Mesmo com a vontade de José Maria em batizar a pedra como “Jafh”, a rocha espacial recebeu o mesmo nome da primeira “Porangaba”, por fazer parte dela.

O primeiro Porangaba

A primeira rocha espacial, com cerca de 400 gramas e 8 cm, foi encontrada no dia 18 de janeiro durante expedição em que participaram Poltronieri e a especialista Maria Elizabeth Zucolotto, cientista do Museu Nacional do RJ.

No entanto o proprietário, Paulo Gama, não disponibilizou o meteorito para estudos.

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